sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Democratas de cú é rola!!!


Salário de Kassab e secretários pode ir a R$ 18 mil

Na volta do recesso, 1º projeto protocolado prevê um aumento do teto do funcionalismo municipal em 78,5%

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo, e Fabio Leite, Jornal da Tarde

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SÃO PAULO - Por meio de um projeto de lei, a Mesa Diretora da Câmara de São Paulo quer reajustar para R$ 18 mil o salário do prefeito Gilberto Kassab (DEM), da vice, Alda Marco Antonio, e dos 26 secretários. O valor, segundo líderes da Casa, tem como referência os vencimentos de nove secretários que já recebem, em média, R$ 17.300 - R$ 5.300 de salário e mais dois jetons de R$ 6 mil cada um. Ao todo, 16 secretários aumentam hoje os salários com a participação remunerada nos conselhos fiscais e administrativos das empresas de economia mista.

Na volta do recesso, nesta semana, o primeiro projeto protocolado foi o que prevê um aumento do teto do funcionalismo municipal em 78,5% - de R$ 12.384,06 (teto do prefeito) para R$ 22.111,00 (teto do Judiciário). As principais lideranças já defendiam ontem o reajuste para os secretários em R$ 18 mil e a exclusão dos jetons.

"Não haverá impacto na folha de pagamento do Município com a mudança. Nesse caso, o aumento do teto poderá até causar economia, porque vão acabar os pagamentos dos jetons e haverá um vencimento único", defendeu o líder de governo, José Police Neto (PSDB).

A reportagem apurou que há um consenso na Casa sobre o aumento do teto do funcionalismo e dos secretários. Apesar de ser a única bancada que discorda do reajuste para R$ 18 mil, o PT já foi avisado pela base governista que, em caso de oposição ao projeto, será lembrado em plenário que a gestão da prefeita Marta Suplicy (2001-2004) também tentou, em 2003, elevar o salário dos secretários e de funcionários comissionados. À época, uma ação movida pelo vereador Gilberto Natalini (PSDB) barrou o reajuste.

O PT reagiu com ironia. "Nós tentamos aumentar o salário para R$ 9 mil. Eu concordo que secretário deve ganhar mais. Agora, dobrar o vencimento em tempos de crise e de corte no Orçamento é um absurdo sem tamanho. Se for colocado aumento para R$ 9 mil, voto a favor", disse Antonio Donato (PT), secretário de Coordenação das Subprefeituras no governo petista.

Kassab diz abrir mão do reajuste

O novo limite de teto defendido por Kassab corresponde a 90,25% do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e equivale ao teto do Tribunal de Justiça. Na sexta-feira, Kassab informou em nota oficial que vai abrir mão de um provável reajuste em seu salário.

Principal representante do funcionalismo na Câmara, o vereador Cláudio Fonseca (PPS), também presidente do Sindicato dos Professores Municipais, avalia que a majoração deve ser estendida aos 147 mil servidores. "Eu acho que a Mesa tem de pensar no restante do funcionalismo", argumentou. O vereador, contudo, concorda que a exclusão dos jetons e a criação de um vencimento único poderá não resultar em mais gastos.

DEM instaura processo disciplinar para decidir sobre expulsão de Arruda do partido

Publicação: 03/12/2009 09:43

O DEM divulgou nota oficial informando sobre o processo disciplinar que será instaurado com o pedido de expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, da legenda. De acordo com o informativo, assinado pelo deputado federal Rodrigo Maia (RJ), presidente do partido, o DEM "não se omitiu e tomará as devidas providências". Para relatar o processo - que será votado no próximo dia 10 -, a Executiva Nacional do partido designou o ex-deputado José Thomaz Nonô.

Leia a nota oficial na íntegra:

A respeito das graves denúncias relacionadas ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, o Democratas informa que, em reunião extraordinária da Executiva Nacional, ocorrida ontem, o partido decidiu instaurar um processo disciplinar com pedido de expulsão do governador, segundo prevê o nosso Estatuto e os princípios democráticos de Direito.

A decisão da Executiva foi a de conceder ao governador o direito de apresentar em 8 dias a sua defesa. A Comissão Executiva designou o nosso ex-deputado, que também exerceu o cargo de primeiro vice-presidente da Câmara, José Thomaz Nonô para ser o relator do processo, que será votado por toda a Executiva na próxima quinta-feira, 10 de dezembro, impreterivelmente.

O Democratas não se omitiu e tomará as devidas providências. Estou certo de que o nosso partido, ao enfrentar essa crise, sairá mais fortalecido do que antes. É importante que o nosso filiado confie que o Democratas é diferente e que vai agir como nenhum outro partido fez até hoje.

Como presidente nacional, tenho a convicção de que por se posicionar dessa maneira, o Democratas continuará merecendo o respeito e a confiança de nossos eleitores, filiados e de toda a sociedade brasileira.

Mensalão do DEM: vídeo mostra empresário com dinheiro na cueca
30 de novembro de 2009 21h00

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Em um vídeo divulgado pelo site do jornal Folha de S. Paulo, o empresário Alcyr Duarte Collaço Filho, aparece recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa. O empresário, que é dono do jornal Tribuna do Brasil, esconde o dinheiro na cueca. O vídeo integra a investigação da Polícia Federal sobre o mensalão do DEM, suposto esquema de pagamento de propina durante a campanha eleitoral de 2006 do atual governador, José Roberto Arruda (DEM).

O mensalão do governo, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada. José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas por, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, José Roberto Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

O pagamento registrado no vídeo aconteceu este ano na sede da Secretaria de Assuntos Institucionais. O empresário teria recebido R$ 30 mil na ocasião.

Dólar na cueca 'original'
No primeiro mensalão, cujas denúncias vieram à tona em 2005 pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), foi registrada cena parecida. Após denúncias de pagamento de mesada para parlamentares votarem a favor de projetos de interesse do Executivo, o assessor parlamentar do PT José Adalberto Vieira da Silva foi preso com R$ 200 mil em uma mala e US$ 100 mil escondidos na cueca. Inicialmente ele disse aos policiais que o dinheiro tinha sido obtido com a venda de verduras. O episódio causou a renúncia de José Genoíno da presidência do PT.

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