sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pandemia da incopetencia



Setenta e um dias após a notificação expedida pela OMS o ministro de estado da saúde José Gomes Temporão, em pronunciamento em rede nacional, pronunciamento repetido com as mesmas palavras pelo presidente Lula e pela Ministra da Saúde Ana Jorge, disse que a maioria dos casos apresentavam sintomas leves e que se recuperavam rapidamente (?). O aumento do numero de casos era esperado (?), isso enquanto apenas sete países no mundo (E.U.A, Argentina, Chile, México, Reino Unido, Canada e Austrália) tinham casos registrados, com os E.U.A na liderança em numero de casos com 10 mil infectados, na época no Brasil haviam apenas 800 casos confirmados. Ainda não havia evidencias de circulação do vírus no Brasil, apenas casos de

pessoas que haviam voltado do exterior ou entrado em contato com pessoas contaminadas. Sempre tentando transmitir um falso otimismo frente a situação iminente de epidemia que se aproximava. Em discurso informava haver medicamento para nove milhões de tratamentos, que os médicos estavam instruídos á receitar o medicamento a quem realmente precisava (?),

que os casos mais leves, a grande maioria(?), poderiam ser tratados em postos de saúde e médicos de confiança da família(?) e que somente os casos mais graves deviam ser encaminhados aos hospitais(???). Finalizando seu discurso com uma mensagem de confiança informando que o SUS, isso mesmo o SUS, estava preparado para enfrentar a nova gripe. Quatro meses após o início da pandemia, o Brasil se aproxima dos Estados Unidos na incômoda marca de país com maior número de mortes por gripe suína no mundo e, com 516 óbitos confirmados, está a apenas seis de alcançar os americanos, que, muito mais próximos do México, foco inicial da doença, também começaram a sofrer sua disseminação logo no início, em abril – no Brasil, o primeiro caso nova gripe suína foi confirmado somente no mês seguinte, maio. Considerando o último boletim

oficial do Ministério da Saúde, de 15 de agosto, o número de mortes confirmadas até então por gripe suína no Brasil (368) chegava a 9,91% dos casos registrados (3.712). Além do número absoluto de mortes, o Brasil se distancia de países como os próprios Estados Unidos na proporção de mortes por casos confirmados da doença, o que especialistas atribuem principalmente

a uma provável subnotificação dos casos, o que, no entanto, também é apontado como fator prejudicial ao combate da pandemia. Para o infectologista Alex Botsaris, o problema foi justamente a estratégia do ministério de tratar somente os casos graves com tratamento específico para gripe suína, “enquanto os Estados Unidos trataram todas as pessoas que aparentassem sintomas e conseguiram segurar a mortalidade”. Botsaris relaciona a disseminação do vírus H1N1 no Brasil à limitação do tratamento pelo governo, assim ocorreu na Argentina,

e refuta a versão de que a mortalidade só estaria diminuindo nos países do Hemisfério Norte por eles estarem no verão – estação menos propícia à gripe.

– Na Austrália, país do Hemisfério Sul, também no inverno, o governo liberou o medicamento para pacientes com sintomas e o índice de mortes é bem menor. Segundo o site do Ministério da Saúde australiano, são 132 mortes por gripe suína para 33.844 casos confirmados – proporção

de 2,5%, bem inferior à brasileira. Edmilson Migowsky, professor de doenças infecciosas da UFRJ, critica outra justificativa do governo brasileiro, de limitar remédios recomendados para a nova gripe, como o Tamiflu, para evitar resistências ao vírus. – Países que liberaram a

medicação tiveram redução nas mortes. Na Inglaterra houve resistência ao medicamento, porque os ingleses foram medicados. Então, acontece assim: a Inglaterra fica com a resistência

ao medicamento, a gente fica com as mortes. O que é melhor? Não é preciso pensar muito.

Além de tudo existem ainda controvérsias sobre os dados liberados pelo governo federal e os governos estaduais, por que será? Muito pior que o vírus A h1n1 a incompetência do governo mata muito mais.



veja abaixo a opinião de nossos lideres sobre o avanço do virus.

José Gomes Temporão - Ministro do Estado de Saúde

Lula - Presidente da Republica

José Serra - Governador do Estado de São Paulo

Abaixa Nóis que tá osso nego!!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sem Quilombo nem senzala.














Quilombo dos Palmares

A partir do início do século XVII, os escravos que conseguiam fugir das fazendas e dos engenhos começaram a reunir-se em lugares seguros e ali ficavam vivendo em liberdade, longe de seus senhores. Estes lugares ficaram conhecidos por “quilombos” e seus habitantes, “quilombolas”.
Houve muitos quilombos no Brasil. O mais importante foi o “Quilombo de Palmares”, instalado na Serra da Barriga, onde hoje é o estado de Alagoas. Durou mais de sessenta anos e chegou a contar com uma população de vinte mil habitantes. Quando houve a Invasão da Holanda, os diversos quilombos que o compunham foram reforçados, pois inúmeros escravos deixavam os lugares onde viviam e iam refugiar-se nos quilombos, aproveitando a ausência dos seus senhores, que também fugiam dos invasores.
Enquanto os brasileiros e portugueses lutavam contra os holandeses, os fugitivos trataram de fortalecer os seus quilombos.
No princípio, para poder viver, os quilombolas praticavam assaltos às fazendas e povoados mais próximos. Pouco a pouco, foram-se organizando, cultivando a terra e trocando parte das colheitas por outras coisas de que precisavam. Logo, porém, que os holandeses deixaram de ser preocupação, os Senhores de casa grande começaram a combater os quilombolas.
Apesar dos inúmeros ataques que realizaram, os Senhores de casa grande não conseguiram arrasar os quilombos, como era sua intenção.
Por fim, o governo de Pernambuco solicitou a ajuda do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, que preparou uma expedição para derrotar os fugitivos.
Também ele falhou nas primeiras tentativas, mas não desistiu. Organizou um exército realmente poderoso e voltou ao ataque. Mesmo assim, a resistência dos quilombolas foi tão grande, tão valente, que a luta durou perto de três anos.
Os negros tinham uma desvantagem: estavam cercados. Enquanto os atacantes podiam conseguir reforços e munições de fora, principalmente contando com o interesse do governo, os quilombolas encontravam-se sozinhos e apenas podiam contar com o que possuíam. É claro que, um dia, a munição dos sitiados tinha de se esgotar. Quando isto se deu, muitos negros fugiram para o sertão. Outros se suicidaram ou renderam-se aos atacantes.

A Morte de Zumbi

Segundo nos conta a tradição, logo no início da formação do quilombo, foi escolhido um rei: chamava-se Gangazuma. Que organizara e mantinha sob seu comando um verdadeiro exército. Um dia, morreu Gangazuma. Os quilombolas precisavam de um novo rei. Zumbi foi eleito o senhor da força militar e da lei tradicional. Não havia ricos, nem pobres, nem furtos nem injustiças. Depois o governo nasceu e com ele a ordem; a produção regular simplificou comunicações pacíficas, em vendas e compras nos lugarejos vizinhos; constituiu-se a família e nasceram os cidadãos palmarinos. Este foi o primeiro governo livre em todas as terras americanas. Vinte vezes, durante a existência, foram atacados, com sorte diversa, mas os Palmares resistiam, espalhando-se, divulgando-se, atraindo a esperança de todos os escravos chibateados nos eitos de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
A república palmarina desorganizava o ritmo do trabalho escravo em toda a região. Dia a dia fugiam novos cativos, futuros soldados do Zumbi. Zumbi levou suas forças ao combate, repelindo e vencendo. Mas o inimigo recompunha-se, recebendo víveres e munições, quando os negros, sitiados, se alimentavam de furor e de vingança.
Numa manhã, todo exército atacou ao mesmo tempo, por todos os lados molhando o chão com o sangue desesperado dos negros guerreiros.
Os paulistas de Domingos Jorge Velho; Bernardo Vieira de Melo com as tropas de Olinda; Sebastião Dias com os homens de reforço – foram avançando e pagando caro cada polegada que conquistavam.
Quando a derrota era iminente o Zumbi correu até o ponto mais alto da serra, de onde o panorama do reino saqueado era completo. De cima da serra, o Zumbi saltou para o abismo.
Seus generais o acompanharam, numa fidelidade ao Rei.

Trocando de canal na segunda feira acabei me deparando com uma legenda no programa do Datena, que de inicio me pareceu bastante sensacionalista, mas que posteriormente me informando sobre o ocorrido percebi a gravidade dos acontecimentos, essa legenda dizia: “é guerra!!! Moradores entram em conflito contra policia.”

Matéria que cobria a ação policial de desapropriação de uma área privada onde havia uma favela de 14000 metros quadrados no bairro do Capão Redondo. Fora a legenda outro fato que me chamou muita atenção foi que a maioria das pessoas que deram seu depoimento foi mulheres, de aparência idosa ou grávida. Nas imagens que registraram a ação policial no momento do conflito pode-se ver claramente essas mesmas mulheres e crianças correndo de bombas de gás lacrimogêneo e tiros de borracha. Ficaram sem casa 800 famílias, sem ter lugar para deixar seus móveis que ficaram jogados na calçada debaixo de chuva, na lama, alguns moradores inconformados por terem seus direitos, garantidos na Constituição á moradia digna, negados se revoltaram contra a policia jogando pedras e coquetéis Molotov, numa tentativa frustrada e desesperada de resistência que resultou em diversos focos de incêndio e varias pessoas inocentes intoxicadas. Em entrevista cedida ao jornal da Rede Globo, SPTV, o Tenente Carlos de Carvalho Junior afirmou que somente o policial atropelado por um motociclista se feriu e que mais ninguém ficou ferido, esses são os dados oficiais segundo a policia. Senhor Tenente, por favor não menospreze a inteligência das população, como uma ação de desapropriação de uma área dessa dimensão, que movimentou 240 policiais em uma missão para por na rua aproximadamente 2000 pessoas acabou apenas com apenas um ferido. Imagens mostram claramente bombas explodindo no meio das pessoas e disparos de tiro de borracha, efetuadas com espingardas calibre doze bem ao estilo exterminador do futuro, contra a multidão que corria desesperada levando o que podia carregar. O curioso é que até agora não se sabe o nome do juiz que permitiu essa barbárie e respondendo a questões feitas pelos apresentadores do SPTV a superintendente de Habitação da Prefeitura da Cidade de São Paulo confirmou que não foi feito nenhum contato com os moradores dessa área informando a disponibilidade de albergues, contato esse efetuado somente depois da ação policial. Esse tipo noticia nos pensar que tipo de sociedade, dita Estado de Direito, deixa 800 famílias sem teto, aumentando para 380000 o déficit de moradia da cidade de São Paulo. Que juiz permite que 2000 pessoas fiquem sem casa colocando o interesse privado acima do bem estar social. Ainda posso me lembrar de ação policial muito semelhante a essa, efetuada aqui no meu Bairro(Cid Tiradentes no extremo leste da capital), que desalojou centenas de pessoas com a desculpa que a área onde essas pessoas estavam era de risco, mas quando a prefeitura viu que ninguém iria sair, já que não tinham para onde ir, decidiu mandar a tropa de choque para por fim ao impasse, o que acabou com mais um conflito contra a população, muito pânico, fogo em ônibus e corre corre. Durante a “evolução” da história do Brasil ao redor das casas grandes, dos proprietários das capitanias hereditárias, foram crescendo as cidades e onde estavam localizados os quilombos foram crescendo as favelas. É começarmos a aprender com nosso passado ou então estaremos fadados a acabar como palmares e Zumbi.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Globo e Record - A guerra da alienação


























O que pensam os presidentes dessas grandes emissoras? Quando o assunto é qualidade de produção, mesmo com tantos recursos, a programação não vai além da pornografia maquiada de BBB's e Fazendas, verdadeiras vitrines de rabos e peitos disputando audiência na corrida de uma vaga na Playboy ou SEXY, novelas que tratam de assuntos como violência e drogas de forma tão distorcida da realidade que chegam a parecer um quadro do Salvador Dalí, um pais das maravilhas onde as pessoas honestas sempre acabam felizes e os malfeitores sempre terminam atrás das grades; e telejornais que fantasiados como guardiões com compromisso da imparcialidade, e da ética e da verdade, divulgam matérias com intenções manipuladoras e são regidos pelos mesmos políticos que deveriam encabeçar as matérias policiais. Quais são os critérios que julgam quem é apto a receber a concessão para se ter uma emissora de televisão? A Rede Globo acusa a Rede Record de corrupção e de lavagem de dinheiro, desmoralizando a imagem de seu proprietário, Bispo(?)Edir Macedo, e ataca também a concessão que mantém a rede Record News já que é proibido que o mesmo grupo tenha duas emissoras em rede aberta. Mas por outro lado Já de conhecimento público que a Rede Globo apoiou a ditadura militar que torturou e matou centenas, talvez milhares de brasileiros, e teve o apoio deste mesmo regime para sua implantação como rede nacional, o que não havia até então. O exemplo perfeito do compromisso que a Rede Globo tem com a divulgação e promoção de cultura em nosso país como podem ser visto no bordão "cultura agente vê por aqui!!!", é o relacionamento ácido mantido com um dos maiores representantes da MPB Chico Buarque (Kiel, só pra não perder a piada) que censurado pela Ditadura, devido o conteúdo subversivo de suas letras, teve seu nome proibido de ser pronunciado na Rede Globo, palavras do próprio Chico Buarque em depoimento que pode ser visto no documentário "Muito além do cidadão Kane" sobre o monopólio das telecomunicações no Brasil. Monopólio que exclui a verdade e transmite regras de uma qualidade que venda os olhos da população e ainda é copiado por outras emissoras que mantêm o mesmo estilo pobre em sua grades de programação e coloca à frente da qualidade os interesses sujos de uma burguesia decadente e podre. Lembrem-se, assim como o cidadão Charles Foster Kane, o Roberto Marinho também foi pro inferno e ninguém que tem o controle quer mudanças, é assim no Brasil e em todo lugar, e eu pensava que estava ficando alienado por causa da Internet.